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Balança comercial registra pior janeiro em 19 anos

 

A balança comercial brasileira aprofundou a queda e já apresenta um déficit de US$ 2,7 bilhões nos primeiros 20 dias do ano. O saldo negativo do período é maior do que o rombo de todo o mês de janeiro do ano passado, de US$ 1,3 bilhão. Um desequilíbrio tão forte da balança não era observado ao longo de um mês desde a época em que o dólar ainda era fixo e estava cotado em R$ 1. Em outubro de 1998, o resultado ficou deficitário em US$ 1,4 bilhão.
 
O primeiro sinal de fraqueza foi visto logo após a virada do ano, quando a balança ficou no vermelho em US$ 100 milhões. A partir daí, o rombo foi crescente: US$ 878 milhões na segunda semana do mês e mais US$ 1,7 bilhão na terceira, conforme divulgou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No acumulado de 2013, as importações de US$ 12,2 bilhões superam os US$ 9,5 bilhões obtidos com as exportações no período.
 
Esse resultado do começo do ano é, portanto, fruto de um claro descompasso do ritmo das compras e vendas do País. Enquanto a média diária dos embarques de mercadorias nacionais caiu 0,5% em janeiro até a terceira semana, a das entradas disparou 18,3%. Nas vendas, o único segmento que conseguiu manter ainda algum crescimento foi o dos produtos semimanufaturados.
 
Commodities
 
Os itens básicos foram os que mais sentiram: a média diária recuou 3,2%, para US$ 306 milhões. O resultado foi fortemente influenciado pela redução das vendas de soja em grão, petróleo em bruto, arroz em grão, carnes salgadas e farelo de soja.
 
A média diária das vendas de manufaturados caiu 0,8%, para US$ 279 milhões no período. Óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, partes de motores para veículos, aviões, bombas e compressores, calçados, autopeças e pneus estão entre as mercadorias que mais pesaram para que houvesse queda das exportações desse grupo.
 
No caso de produtos semimanufaturados, o acréscimo foi de 6,7% nas saídas de mercadorias, para US$ 121 milhões. O resultado foi puxado, principalmente, por alumínio em bruto, ouro, açúcar em bruto e ferro fundido.
 
Importados
 
Ao mesmo tempo que as vendas externas minguaram, houve um aumento de 18,3% das importações, para US$ 938 milhões. O Ministério do Desenvolvimento ressaltou que os maiores aumentos de gasto no mês foram com aeronaves e peças (59,6%), produtos diversos das indústrias químicas (57,9%), combustíveis e lubrificantes (51,9%), produtos farmacêuticos (48,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (25,3%) e plásticos e obras (24,3%).
 
Analistas de mercado preveem que a balança comercial fechará o ano com um saldo positivo de US$ 15,43 bilhões. A projeção foi apresentada ao Banco Central por meio da pesquisa Focus antes do resultado divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
 
Mesmo assim já está menor do que a estimativa de US$ 15,52 bilhões apresentada no início da semana passada. Para 2014, os economistas acreditam que as exportações vão superar as importações em US$ 15 bilhões. 
 
 


Fonte: O Estado de S.Paulo. (Célia Froufe)
Data: 22/01/2013 10:31



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